STUDENT MOVEMENT IN THE ACRE FEDERAL UNIVERSITY: AMAZON PRACTICES AND REPRESENTATIONS (1977-1990) - Archive ouverte HAL Access content directly
Theses Year : 2018

STUDENT MOVEMENT IN THE ACRE FEDERAL UNIVERSITY: AMAZON PRACTICES AND REPRESENTATIONS (1977-1990)

MOUVEMENT DES ÉTUDIANTS DANS L'UNIVERSITÉ FÉDÉRALE ACRE: PRATIQUES ET REPRÉSENTATIONS AMAZONES (1977-1990)

MOVIMENTO ESTUDANTIL NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE: PRÁTICAS E REPRESENTAÇÕES SOBRE A AMAZÕNIA (1977-1990)

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Abstract

This dissertation aims to understand how the Student Movement (ME) at the Federal University of Acre was in dialogue with the intense social conflicts of the Acre society where it was inserted. Looking for the study to show how the symbologies that refer to life in the Amazon were used within the Student Movement and how the students introduced the discourse in defense of the forest within the movement. After the military coup of 1964, the Amazon became the target of projects and policies aimed at occupying its territory in a process to "integrate" the region in the wave of modernization and capital accumulation in Brazil. In 1977 came the leadership of the Central Student Directory of the Federal University of Acre students who were already participating in other social movements and then made the Student Movement another agent in the struggle for land, at a time when expropriation of the same generated social ills . The narratives constructed by the students about the Amazon found in the name of Chapa as Seringueira (1977) and in a slogan like Preserving to Survive (1981) and in the demand for a teaching oriented to the Amazonian reality (1981) point us the students' dialogue with the local themes, and how they represented them within the institution, bring the "forest" to the university. The research relied on secondary and primary sources. This is the documentary part of the collection of the Central Directory of Students of the Federal University of Acre, the consultation of newspapers and the holding of interviews with former leaders of the local Student Movement. As a theoretical reference, we refer to Roger Chartier (2002, 2011) Stuart Hall (2003), Alessandro Portel (2010), Valter Benjamim (1994) and others. Among the issues raised are the relation that the Student Movement maintained with the problems related to the land conflict in Acre, the use of the discourse in defense of the forest and the practices of resistance.
Cette thèse vise à comprendre comment le Mouvement étudiant (ME) de l'Université fédérale d'Acre était en dialogue avec les conflits sociaux intenses de la société Acre où il a été inséré. À la recherche de l'étude pour montrer comment les symbologies qui se réfèrent à la vie en Amazonie ont été utilisées au sein du mouvement étudiant et comment les étudiants ont introduit le discours pour la défense de la forêt au sein du mouvement. Après le coup d'État militaire de 1964, l'Amazonie est devenue la cible de projets et de politiques visant à occuper son territoire dans un processus «d'intégration» de la région dans la vague de modernisation et d'accumulation de capital au Brésil. En 1977, la direction du Central Student Directory de l'Université fédérale des étudiants d'Acre participait déjà à d'autres mouvements sociaux et faisait du mouvement étudiant un autre agent de la lutte pour la terre, à une époque où l'expropriation des mêmes maux sociaux engendrait . Les récits construits par les étudiants sur l'Amazonie trouvés au nom de Chapa comme Seringueira (1977) et dans un slogan comme Preserving to Survive (1981) et dans la demande d'un enseignement orienté vers la réalité amazonienne (1981) nous indiquent les étudiants 'le dialogue avec les thèmes locaux, et la manière dont ils les ont représentés au sein de l'institution, amène la "forêt" à l'université. La recherche s'est appuyée sur des sources secondaires et primaires. Il s'agit de la partie documentaire de la collection du répertoire central des étudiants de l'Université fédérale d'Acre, de la consultation des journaux et de la tenue d'entretiens avec d'anciens dirigeants du mouvement étudiant local. Comme référence théorique, nous nous référons à Roger Chartier (2002, 2011) Stuart Hall (2003), Alessandro Portel (2010), Valter Benjamim (1994) et autres. Parmi les questions soulevées figurent la relation que le Mouvement étudiant entretient avec les problèmes liés au conflit foncier à Acre, l'utilisation du discours pour la défense de la forêt et les pratiques de résistance.
Essa dissertação tem como objetivo principal compreender de que forma o Movimento Estudantil (ME) na Universidade Federal do Acre dialogava com os intensos conflitos sociais da sociedade acreana onde estava inserido. Procurando o estudo evidenciar de que forma as simbologias que remetem a vida na Amazônia eram utilizadas dentro do Movimento Estudantil e como os estudantes introduziram o discurso em defesa da floresta dentro do movimento. Após o golpe militar de 1964, a Amazônia se torna alvo de projetos e políticas visando a ocupação de seu território em um processo para a “integração” da região na onda da modernização e do acúmulo do capital no Brasil. Em 1977 chega a liderança do Diretório Central de Estudantes da Universidade Federal do Acre estudantes que já participavam de outros movimentos sociais e fazem então do Movimento Estudantil mais um agente na luta pela defesa da terra, num momento em que a expropriação da mesma gerava mazelas sociais. As narrativas construídas pelos estudantes sobre a Amazônia encontradas em nome de Chapa como Seringueira (1977) e em slogan como Preservar para Sobreviver (1981) e na reivindicação de um ensino voltado para a realidade amazônica (1981) nos apontam o diálogo dos estudantes com as temáticas locais, e como os mesmos as representavam dentro da instituição, trazendo a “floresta” para a universidade. A pesquisa apoiou-se em fontes secundárias e primárias. Isto é utilizamos a parte documental existente no acervo do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Acre, a consulta a jornais e a realização de entre/vistas com ex-dirigentes do Movimento Estudantil local. Como referencial teórico, valemo-nos de Roger Chartier (2002, 2011) Stuart Hall (2003), Alessandro Portelli (2010), Valter Benjamim (1994) e outros. Dentre as questões levantadas destacam-se a relação que o Movimento Estudantil mantinha com os problemas ligados ao conflito de terra no Acre, a utilização do discurso em defesa da floresta e as práticas de resistência.
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Queila Batista dos Santos. MOVIMENTO ESTUDANTIL NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE: PRÁTICAS E REPRESENTAÇÕES SOBRE A AMAZÕNIA (1977-1990). Humanities and Social Sciences. Universidade Federal do Acre, 2018. Portuguese. ⟨NNT : ⟩. ⟨tel-02431588⟩
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